*Teacher
SECUNDÁRIO E COMPLEMENTAR


Telhados de vidro
Ir ao Google, teclar ‘escola secundária’ e visitar algumas páginas de escola, é receita para acalmar o espírito do cidadão, ou nem por isso: há páginas pobres e páginas ricas; actualizadas ou recheadas de ‘novidades’ com 3 , 4 anos. Páginas bem organizadas, ou tudo ao molhe e fé em Deus. Telhados de vidro a deixar ver a realidade do ensino, o Projecto Educativo da escola.
Grande parte das ES contam a sua história de mais de cem anos de modo muito semelhante. E, se umas parecem paradas no tempo, a maioria tem convivido lindamente com as múltiplas reformas do ensino por que passaram.
A democratização do ensino empanturrou as ES, que rebentavam pelas costuras nos anos 80. A seguir, a construção mal planeada de novas escolas acelerou o processo de esvaziamento das antigas, que perde(ra)m alunos e recursos essenciais ao seu bom funcionamento. Como não têm autonomia para gerir necessidades específicas , apenas recebem coisas , às vezes perfeitamente inúteis. Mandam-lhes cadeiras e mesas, mas recusam-se a deixar actualizar o programa de informatização da biblioteca. É pelo menos o que nos dizem os Conselhos Executivos.
Talvez fosse urgente mudar esta maneira de agir. Exigir às escolas responsabilidade e reconhecer que o mérito não se mede (só) pelos resultados dos exames.
Escola Secundária Bocage
Escola Secundária Marquês de Pombal
Precisamente! Há que actualizar o sistema educativo.
Posted by: wind at abril 9, 2005 12:27 AMUm reconhecimento sério duma realidade preocupante
Posted by: congeminações at abril 9, 2005 12:52 AMA ver se percebi... deixei o secundário em 88.
Então as turmas tinham entre 25 e 30 alunos.
Agora devido à taxa de natalidade, devem rondar os 20?
Se antes o problema era o espaço, e a verba para construír mais escolas, agora o cerne é recursos humanos e novas tecnologias.
Se nos mais recentes governos esse problema já se colocava, e reformas educativas eram postas no papel, como sempre, mas nunca na prática, chegou a hora de actuar com esta maioria. Esta maioria promete um choque tecnológico, mas pelo que eu li no programa de governo não é para as escolas secundárias é para as empresas...
Posted by: Golfinho at abril 9, 2005 12:55 AMPois! Essa do mérito é gira - sobretudo quando a gente vê nas notícias que os exames têm falhas graves e coisas do género... e como são escolhidos os senhores que fazem os exames? E qual é o mérito deles? E quem os avalia a eles e oa trabalho que fazem?
Posted by: Vi at abril 9, 2005 01:20 AMnão sei como são as outras...mas a minha precisa de muita coisa, nomeadamente no que toca a novas tecnologias, profs preparados para as leccionarem, manutenção adequada...já agora devo dizer que muitos profs fazem bastos sacrificios para terem os seus equipamentos informáticos...alguma coisa se safa ainda...
Um abraço
Morfeu
Bom dia. Já tive o prazer de a referir no nosso blog para que outras escolas a conhecessem. Estou muito contente que faça parte dos convidados do Café-Expresso. Para mim é óptimo pois passo a ter mais uma leitura de referência.
Beijinhos e bom domingo.
O meu conhecimento das escolhas secundárias, nos ultimos tempos tem-se feito mais do conhecimento do estado de conservação dos edificios, e o panorama é mau. E não é acessório, porque se os alunos estão nas aulas com frio, fugindo à chuva, dificilmente estarm concentrados em aprender.
Posted by: maria at abril 10, 2005 04:09 PMEu leccionei no Sec. durante mais de 10 anos e nessa altura as turmas tinham 40 alunos ou mais.Com uma carga horaria de 2/3 horas por semana, eu chegava ao fim do ano sem saber o nome da maioria deles...Apesar disso (sabe-se lá porquê, acho que os aluinos saim melhor preparados do que hoje, a ver pelas capacidades dos filhos de amigos e familiares meus. Felizmente depois passei para outro tipo de ensino, em que as turmas têm entre 5 a 10 alunos , o que é excelente, pelo menos para mim...
Não sei aí no Continente, mas aqui na Madeira, o ensino hoje, peca pela falta de vocação dos professores, da implementação de regras disciplinares que não resultam...enfim...por aqui vive-se da forma, sem ligar muito ao contéudo.O que é necessário, é ter as estatisticas feitas para mostrar à Europa! Quanto a mim, exclamo e afirmo: Ainda bem que não estou a dar aulas ao Sec.!
Estou um pouco fora do assunto porque já tenho filhas muito crescidas e não sou professora. No entanto, gostei da forma como abordou a necessidade de actualização do sistema educativo. Será que o choque tecnológico também vai chegar aí? :)
Posted by: lique at abril 10, 2005 06:27 PMOra bem; Como já quase toda a gente falou, agora falo eu:
Parece que isto valeu mesmo a pena. Claro que temos muito para melhorar, mas o essencial da "coisa" ganhou a aposta. Estou feliz e penso que todos os companheiros deste espaço também estão.
A todos o meu obrigado.
Aquele abração do
Zecatelhado
Este nosso País, não é a maravilha que todos ansiamos deixar aos nossos descendentes.
Daí haver a necessidade de cada um, se esforçar um pouco mais, pela realização do sonho.
E esta prosa aqui plantada pode bem ser o início de um longo caminho…
eu leccionei durante 12 anos numa escola exemplar em termos de novas tecnologias... desde que de lá saí nao consigo deixar de lamentar o que vou encontrando, e não é só falta de recursos, é tb a falta de apoio até de muitos dos colegas sempre que se tenta levar em frente um projecto como por exemplo "o blog do 9ºE" que agora está parado pq não ha internet na escola a não ser na secretaria :(... é ridículo!
Posted by: pandora at abril 11, 2005 05:18 PMUma REFORMA é urgente... mas que dure 20 anos. As reformazitas têm sido óptimos expedientes para deixar tudo na mesma. Para já é necessário que o ME se agilize e emagreça...
Um abraço,
Francisco Nunes