abril 30, 2005

BOLINANDO

*Luís Bonifácio
BOLINANDO

31 Anos depois – O poder autárquico e o meio-ambiente

Posted by Zecatelhado at abril 30, 2005 12:14 AM
Comments

O Salazar tinha razão em muitas coisas, não tinha razão nenhuma noutras e, nalgumas, nem sequer pensou.
Oh! Luis (posso tratá-lo assim?) deixe-se lá do 'Botas'. O homem não poluiu mais porque não desenvolveu economicamente este país. Por outro lado, a pouca indústria do seu tempo era francamente poluidora! Veja a CUF, veja todo o Barreiro, veja as descargas de água ácida das minas...

Um abraço,
Francisco Nunes

Posted by: Planície Heróica at abril 30, 2005 04:20 PM

Caro Francisco.

Não estou a defender o Salazar. No tempo de Salazar não havia qualquer espécie de preocupações ambientais. Mas acredito se Salazar fosse um homem deste tempo as coisas não estavam como estão.
No tempo de Salazar a luta contra as doenças era uma preocupação constante. Neste ponto Salazar criou condições de combate às doenças endémicas com resultados excelentes. Ninguém fala hoje que Portugal foi o único pais da Europa onde a Raiva foi erradicada a 100%.

Posted by: Luís Bonifácio at abril 30, 2005 07:02 PM

Bom, não vou discutir o que Salazar fez ou não, mas dar-te os parabéns porque chamas a atenção para algo fundamental e cuja situação neste país é caótica. Refiro-me ao ambiente. Mas não era essa a paixão do Sócrates? Talvez algo mude... Um abraço

Posted by: lique at abril 30, 2005 07:25 PM

No tocante ao não investimento das autarquias nesta área tem toda a razão. Muito pouco quase nada tem sido feito e no caso que conheço o que foi feito,
a ETAR de Oeiras obra de Isaltino, onde gastou rios de dinheiro não serve para nada segundo foi referido há bem pouco tempo por uma especialista num programa
de televisão, ou sejam aquela estação não trata coisíssima nenhuma em termos de poluentes. Com um abraço do Raul

Posted by: congeminações at abril 30, 2005 08:05 PM

Sobre este assunto, o que me apetece dizer é que desenvolvimento não temos, mas temos "os custos", por inteiro. Acho curioso, também, o facto de estes assuntos serem sempre abordados na perspectiva de "mais investimento". É falso, numa boa parte destes problemas (como no caso dos incêndios, por exemplo), basta actuar, usar bem os recursos, gerir adequadamente as verbas, ou seja, pôr a sociedade a funcionar como tal, organizar e controlar, para se chegar à solução dos problemas. O facto é que, nestes meios, não existe gente "motivada" para estas coisas, que seja capaz de fazer coisas, porque isso dá muito trabalho... e eles querem é "emprego"; ou seja "tacho". Duma vez por todas: não há limitações de verbas e recursos que justifique a situação que temos; só a bandalheira, criminosa, em que se encontra a nossa sociedade é que explica isto tudo. O problema é que "isto" nmão funciona como um país.

Posted by: Biranta at abril 30, 2005 09:35 PM

Na minha opinião, temos a mania de discutir o acessório e nunca o fundamental.
Aqui nesta caso particular ( O Poder Local), mais uma vez caímos nesso erro. Como diz - e muito bem - o Biranta, o problema principal consiste no seguinte: O QUE É O CHAMADO PODER LOCAL?
É uma coutada de chulos, tachistas, ignorantes que nem penedos, mas... COM CARTÂO DO PARTIDO!
Claro que o reflexo do que fazem dá no que dá, e o resto é conversa avulsa.

Um abração do
Zecatelhado

Posted by: zecatelhado at maio 1, 2005 07:59 PM