Também já tenho lido algumas coisas e ouvido algumas opiniões sobre essa possível distinção entre escritas: Masculina/Feminina; Preta/Branca; Anglo-Saxónica/Latina e mediterranica; Europeia/Latino-Americana; Patati/Patatá...
Para mim a mais difícil -senão impossível- de verificar e de explicar, é a que tem que ver com a diferenciação da escrita por sexos...
Pertinente esta posta.
Um abraço,
Francisco Nunes
Texto brilhante, autentico ensaio sobre o tema...
Nunca ppensei muito sobre o assunto, mas recordo por exemplo,o comentario dum turista inglês, no final dum pequeno recital num hotel da Madeira, ao falarmos de Fado e outras coisas...
Dizia-me o homem que a minha linguagem de artista era masculina, que eu não me tinha libertado do masculino...porque em sete dos temas aprersentados, três falavam de causas sociais e/ou politicas...
Efectivamente eu havia explicado em Ingles, antes de cantar cada tema, um pouco do significado dos poemas e das musicas. E efectivamente, eu tinha interpretado um texto sobre a causa palestiniana, um outro de cariz ecologico, e ainda outro sobre a revoluçãp de Abril, em Portugal. E o turista considerou "masculinos", os meus gritos de intervenção ou "engagés". como diriam s franceses...
Porque será que aliou o senhor ao masculino a capacidade de rebelar-se, de defender causas...?
Tenho de realmente pensar um pouco mais sobre o assunto...
Ou se calhar, tudo não passou duma observação normal, tendo em conta o meu passado andrógeno...
Valéria, sobre o que relata, parece-me que quem tem que pensar um pouco mais, se conseguir, será referido turista 'bife'... Os dedos da mão não chegariam se quiséssemos contar o número de mulheres que cantaram temas de intervenção.
Um abraço,
Francisco Nunes
Gostei muito do teu post, Maria. Fizeste uma análise bastante profunda de um tema sobre o qual já me tenho interrogado, sobretudo quando leio alguém que não sei se é homem ou mulher. Tento adivinhar. E erro, tantas vezes! Acho que o meio e a pressão cultural é bem mais importante que o género. Beijos
Posted by: lique at abril 30, 2005 07:39 PMFoi o que eu também pensei, FRANCISCO. Ainda lhe falei da JOAN BAEZ...Mas parece, porventura devido à condição das mulheres num passado recente, ainda há quem pense que os homens é que lutam...
Interessante para um sociologo...estas considerações...
Excelente post! Pertinente q.b. o tema. Depois de o ler e reler, constato que está lá TUDO, restando quase nada ou mesmo nada a dizer. Nada melhor portanto, que sublinhar uma das passagens e dar como minhas essas palavras:
"A minha perspectiva igualitária diz-me que não deve existir uma escrita feminina e uma masculina, que a existir a distinção, a mesma pode ser um motivo de descriminação ou valorização diferenciada. Que devem existir escritas de pessoas, e que cada uma delas se coloca de determinada forma nas palavras, forma essa que não será imutável ao longo do tempo, mas que muitas vezes será perfeitamente reconhecível".
Um abração do
Zecatelhado
Belo post! Boa análise de tudo e sem preconceitos. beijos
Posted by: wind at maio 3, 2005 01:27 PM...cada ser humano é diferente...portanto as escritas são diferentes...e onde colocar os "gay"?...que raio de estudos...
Um abraço do Morfeu