janeiro 29, 2006

As nossas desculpas

Esta semana, devido aos problemas havidos com os servidores da blogspot, não haverá CAFÉ.
Aos visitantes habituais as nossas desculpas pelo incómodo do qual, como compreendem, fomos totalmente alheios.
Prometemos voltar na semana que vem. Até lá...
Uma boa semana para todos.

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janeiro 28, 2006

O SABOR DOS DIAS

* Zecatelhado

Semana Cheia>



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Semana Cheia

Olá amigos;
Conforme diz o título, isto foi uma semana e pêras! Depois de um fartar de emoções(?!) que foram as presidenciais, eis que surje mais uma discussão parlamentar que nos tem cativado a atençaõ e desviado um pouco do tempinho dedicado ao blogue ( não estica,eh,eh,eh!).
Hoje, realiza-se mais um encontro de blogueiros e mais uma vez organizado pelo amigo Fernando, do "Fraternidade". Vou ter o grato prazer de conhecer novos rostos e de rever outros que já conheço. A coisa promete. Amanhã, Domingo, conto como foi.
Sobre este segundo número do Café Expresso Recortes, há a dizer o seguinte:
- A nossa querida amiga Valéria (pelos motivos que todos conhecem) continua ausente ( FORÇA VALÉRIA!).
- A entrada esta semana de quatro novos links: O Anjos e Demónios, o Jumento, o Semiramis e o Aspirina B. A excelência dos autores justifica a escolha, o que é que acham?
E pronto. Posts colocados, banhito, vestidela e...ENCONTRO do Blogstício de Inverno.
Até para a semana.
Aquele @bração do
Zecatelhado

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TUTO B(U)ONO

* Golfinho

U2 Best Song



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Best Song

U2 Best Song
O U2Only quer eleger as Melhores Musicas de sempre dos U2! Mas para isso precisa da ajuda de todos os fãs. Escolha 5 musicas que considera serem as melhores de sempre dos U2, e envie-nos o seu voto.
Cada pessoa pode votar as vezes que quiser, mas so serão aceites em cada voto 5 musicas, sendo que, caso esse numero seja excedido, apenas serão contabilizadas as 5 primeiras. Apenas são válidas musicas originais dos U2, sendo que, covers, participações especiais, duetos ou outros não serão válidos.A votação está aberta até 31 de Janeiro de 2006.
Para votar clique aqui .

Obrigado pela colaboração.


As informações com as musicas mais votadas serão actualizadas e informadas via e-mail para os membros do Grupo U2Only.

English:

The U2Only website wants to choose the U2's Best Song Ever! We Want all fans participation! Choose you're U2's Best 5 songs and send us. Each person can the times that he wants, but they will just be accept 5 songs. We don't accept covers or U2'a special participations, we just want U2's original songs. You can vote until 31/01/2006

Français

Le site U2Only veut choisir la Meilleur Chanson de l'U2! Nous Voulons toute la participation des fans! Choisissez vous êtes U2 le Mieux 5 chansons et nous envoie. Chaque personne conserve les temps qu'il veut, mais ils seront juste acceptez 5 chansons. Nous n'acceptons pas de participations spéciales des U2 ou «covers», nous voulons juste les chansons original des U2. Vous pouvez voter jusqu'à 31/01/2006

Deutsch

Der U2Only möchte gerne die besten Lieder von U2 wählen. Aber dafür brauchen wir die Hilfe von alle Fans.
Wählen Sie 5 Lieder die Sie am schönsten finden von U2, und geben Sie uns ihre Stimme.
Jede Person kann stimmen so oft wie man möchte, aber es werden nur angenommen in jede Stimme 5 Lieder, wenn Sie diese Zahl überholen es werden nur die ersten 5 gezählt. Es werden nur angenommen alle Lieder die Original von U2 sind, covers oder duetten werden nicht abzeptiert. Die Abstimmung wird bis am 31 Januar angenommen.
Danke für´s mitmachen


Español

¡El website de U2Only quiere escoger la Mejor Canción de siempre Buena del U2! ¡Nosotros Queremos toda la participación de los entusiastas! Escoja usted las 5 mejores canciones del U2 y énvíenos. Cada persona enlata las veces que él quiere, pero ellos apenas serán acepte 5 canciones. Nosotros no ellos admitimos las participaciones especiales o «covers», nosotros apenas queremos las canciones originales del U2. Usted puede votar hasta las 31/01/2006


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COME TO MAMA

* Maria

Come to mama! Come to mama

Come to mama!
Come to mama!

… e ele trepava pelo seu corpo e procurava o aconchego no seu colo, encostava a cabeça nos seus seios e ficava escutando o ruído surdo da vida.

Come to mama!
…abraço apertado que o amparava, lhe ensinava caminhos, carinho que sempre procurava depois das quedas, depois das brigas, depois dos amuos, dos choros, do sono, caminho que sempre procurava….

Come to mama!
…e ele procurava os cheiros da infância noutros seios, procurava o carinho noutros regaços, e sempre retornava à memória tão fortemente vincada no seu ser…

Come to mama!
Come to mama!

…escutava ele antes de se afundar em leito de pernas…

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ORA DIGA LÁ DONA JOANA

* Joana

Dúvida Angustiante que se Desvanece



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Dúvida Angustiante que se Desvanece

Dúvida Angustiante que se Desvanece
Reinava grande inquietação nos meios económicos, financeiros e políticos. Será que Teixeira dos Santos iria convidar Vítor Constâncio para mais um mandato como governador do Banco de Portugal? E admitindo que isso pudesse, porventura, acontecer, será que Vítor Constâncio aceitaria continuar no cargo? Essas dúvidas angustiantes tiravam o sono a economistas e financeiros, perturbavam a classe política e fizeram disparar o mercado de ansiolíticos em Portugal. Hoje veio a acalmia, o serenar dos ânimos, a queda na venda de ansiolíticos: Teixeira dos Santos e Sócrates, num gesto de elevado sentido de Estado, haviam convidado Constâncio para continuar naquele cargo e Constâncio, num gesto patriótico e abnegado, havia aceite.

Foi o próprio ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que revelou hoje, com uma incontida emoção: «Apraz-me poder contar com Vítor Constâncio para mais um mandato», acrescentando, com a isenção que se lhe reconhece, que Constâncio tem «competência demonstrada para o lugar».

O exercício da democracia e da cidadania é bonito. Faz bem saber que se convidam pessoas para cargos que exigem rigorosa neutralidade, apenas pela sua competência, olhando despiciente para derrisórias ligações partidárias. E é bom saber que há gente que ama o seu país e se entrega abnegada e devotadamente à coisa pública, sem curar de saber se a coisa pública tem potência para satisfazer as suas necessidades mensais e lhe dar um arrimo para a velhice.

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JERIQUICES

* Jumento

A Lenta Dissolução dos Partidos



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

A Lenta Dissolução dos Partidos

JPP anda preocupado com os partidos:
«Pouco a pouco, os partidos políticos democráticos (PS, PSD, CDS) conhecem uma lenta, mas segura, dissolução. Se se quiser, assiste-se uma mudança para outra coisa, menos poderosa, mais vulnerável do que a anterior, mais frágil. Esta é uma afirmação que se tem que escrever e ler com muita prudência, uma afirmação que deve ser lida com um grão de sal, e acima de tudo não deve ser tida como uma constatação de um facto, mas de uma tendência. Todavia, como tendência parece-me ter fundamento, à luz de mais uma série de acontecimentos recentes ocorridos à volta das eleições presidenciais. Não é um juízo de valor, é uma constatação de facto.» [Público assinantes]

Despacho do Senhor director-geral do Palheiro: «Questione-se o JPP sobre quem o designou para indicar quais os partidos que são democráticos, ter-se-á esquecido dos seus companheiros de partido que andaram a defender uma solução presidencialista quando pensavam que Cavaco iria ter uma 'maioria constitucional'?»

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ASPIRINAS E MELHORAIS

* Luís

Entregues à Bicharada



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Entregues à Bicharada

Segundo o que o "Público" escreve e a TSF confirma, o deputado Duarte Lima encarregou-se ontem de proferir um animado discurso em que clamava pela restrição das escutas telefónicas a "crimes de terrorismo organizado, de tráfico de droga e crimes de sangue". Não pensem que a descontextualização altera a intenção do impoluto político: ele confirmou depois que quer ver as escutas "exclusivamente" limitadas a estes três tipos de crime. De fora ficariam, tão somente, os crimes de corrupção, de peculato, de abuso de poder... precisamente as malfeitorias de que "políticos" como Fátima Felgueiras ou Isaltino têm sido acusados. Até aqui, nada de anormal. O homem tem contas a ajustar, relativas a outros tempos, ainda na memória de muitos.
Incrível mesmo é que os bonecos de votar do PS, do PSD, do CDS e do BE se tenham erguido em unânime aplauso a tal ideia. Uma das criaturas do PS chegou a gabar a "sapiência" e a "coragem" de Duarte Lima! Fernando Rosas manifestou o seu deslumbre com o tradicional "muito bem!" Até Ana Drago tratou de parabenizar o autor de tão descarada sugestão. Este, aproveitando a embalagem, teve ainda tempo para alvitrar que as magistraturas devem vir a ser colocadas em boas, desinteressadas e capazes mãos: as dos políticos, claro está.
No mesmo "Público", pode ler-se um relato sobre o estado actual do famoso concurso dos helicópteros para o SNBPC: o Estado arrisca-se a ter de pagar o serviço ao vencedor do concurso e também a uma empresa que dele foi excluída em circunstâncias perfeitamente incríveis. E, para deixar este ramalhete de histórias deploráveis por aqui, soubémos ontem que a comissão de inquérito sobre o caso Eurominas foi fechada à pressa e à má fila pelo PS.
Estamos bem entregues, sim senhora.

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ENTRE O CÉU E O INFERNO

* Patrick Blese

Primeira medida do P.R.



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

A primeira medida do P.R.

Se outras razões não houvesse para a realização destas eleições presidênciais (que longo e monumental bocejo tem sido esta campanha oficial) uma existe e é de tal importância que justifica a ida ás urnas:

De hoje a oito dias, o próximo PR deverá tomar como dever patriótico supremo nomear, imediatamente, um novo Procurador Geral da República, acabando dessa forma com o fait divers do enxovalho público em que o MP se tornou pelas mãos do Dr.Souto Moura.

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O ESPELHO DAS PALAVRAS

* Wind

Sopa de Blogs 2


O errante vivia em Nimbypolis. Devido à mudança de ventos tinha de respirar fundo. Um dia viu a Marília e disse:-Teu-olhar é o meu-olhar.
Trocaram olhares em tons de maresia, viram ao longe os barcos com flores e viram nascer a new day.
Foram à retrosaria da Graça, lá encontraram o mixtou, a menina marota, o webcedário, e compraram retalhos de alma.
A direcção do voo, levou-os à Bonamusica para ouvirem os dias da música.
Consultaram a tábua das marés, para saber tudo sobre Eva. Juntaram o seu pé de meia para nas horas negras terem mel no frasco.
Mas ele era um cidadão do mundo e assim não podiam ser mais branco e preto.
Ele deitou-lhe olhares felinos, foi para o moinho alto e ela disse:-Puta de vida…ou nem tanto.
A clave de lua do mocho falante acompanhou-o.

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MONÓLOGOS COM CRISTA

* Vi e Cócó

Eu cá é que não fazia sociedade no Euromilhões com o Engenheiro Sócrates... Livra!!!



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Eu cá é que não fazia sociedade no Euromilhões com o Engenheiro Sócrates... Livra!!!

Não, que eu cá tenho muitos defeitos, mas não sou parva!
Atão o homem engana-se a apoiar o candidato? Atão o Ingenheiro Socas tem um candidato menos usado, em melhor forma, — e ainda por cima com aquela voz... — e escolhe um candidato que vem lá do lar de idosos, toma umas garrafinhas de Red Bull e faz-se à estrada?
E agora andam praí umas pessoas que dizem que a culpa é do Candidato Alegre.... pois não me parece que fosse isso que o eleitorado achou...
Cá a mim, parece-me que o povo queria assim um candidato com menos quilometragem, que fizesse, quiçá, umas Presidências Poéticas, que recitasse o seu poemazinho no final dos discursos à Nação — assim a modos de como quem diz: "Pois já que a vida tá uma seca, uma aridez que só visto, ao menos aqui fica um bocadinho de poesia, uma pitadinha de sonho..."

Parece que foi o Engenheiro Sócrates que não teve lá grande habilidade a preencher o boletim, e meteu uma aposta que não teve direito nem ao segundo prémio... E agora, toca a pôr as culpas nos socialistas que jogaram de sociedade com o Candidato Alegre... Pois cá a mim parece-me que a culpa foi do Engenheiro, que não quis entrar na sociedade com o Doutor Alegre e resolveu apostar numa chave tão antiga, tão antiga, que até já tinha o rótulo do prazo de validade meio rasgado, e não perceberam que o prazo já tinha acabado.

Seja como for, lá parece que vamos ter que gramar com o "esticadinho de Boliqueime", como lhe chama o Cocó. E a culpa é do Engenheiro Sócrates, que deve tar todo contente. Que eles tão mesmo ao queres um prò outro.
E disse.

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EM CRESCENDO

* Thita

Tocá Rufar



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Tocá Rufar

Nós os miúdos, gostamos de ser traquinas. E como já li algures, algumas leis servem também para serem desrespeitadas. Tal como uma que consta na não sei das quantas da Comissão Nacional de Eleições.

Então é assim:

1) Se o professor Cavaco Silva ganhar, o pessoal deste lado onde moro fica fulo.
2) Se o Poeta conseguir ir à segunda volta há uma perspectiva de a Esquerda ganhar.
3) Se o avô Mário não se tivesse candidatado as sondagens eram outras.

Portanto, à boca das urnas, fica a nossa previsão:

- Vai fazer frio esta semana
- Nos próximos testes temos que melhorar as notas
- Portugal vai continuar na mesma cumá lesma

Mas um dia, talvez sejamos nós, as mulheres que ainda são miúdas, a colocar ordem na casa. (hihi...)

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SECUNDÁRIO E COMPLEMENTAR

* Techer

Mas passou...



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Mas passou...


Não acredito que o Professor Cavaco ficasse aprovado no exame oral, se em vez de eleições se tivesse tratado de um exame. Ele foi quem decidiu em que moldes o exame teria de ser feito, à sua maneira. Senão, não. Às matérias das perguntas que lhe faziam os jornalistas não respondia. Despejava o que trazia na cabeça. Mas passou. Essa é que é essa! À tangente, mas passou. Talvez os avaliadores lhe tivessem dado o benefício da dúvida. O certo é que muitos portugueses acreditam que sabe mais do que mostrou.

O futuro mostrará se o povo, na sua infinita sabedoria, acertou no Aprovado!

Fui contra. Sou contra. Uma questão de deformação profissional.
Por tradição votei Soares. Ainda encarei a possibilidade de seguir o sonho de Alegre mas decidi-me assim que lhe ouvi a declaração de que dormiria descansado com Cavaco em Belém. E reforcei a decisão a cada ataque descabelado ao partido de que faz parte, como se a sua existência política não se devesse exclusivamente ao partido. Porque a vida é prosaica e os arroubos poéticos emprestam-lhe sentido, encontram-lhe beleza, mas não a resolvem. Isso, eu sei

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ESTENDAL DE LETRAS

* Raúl

Se dúvidas tivessemos..."



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Se dúvidas tivessemos...
... ficariam dissipadas neste frente a frente

Acabei de ouvir na SIC Notícias um frente a frente entre Paula Teixeira da Cruz militante destacada do PSD e Luís Fazenda do Bloco de Esquerda, analisando o resultado para as Presidenciais. E face ao afirmado por Paula Teixeira, o candidato que o seu partido apoiou não se identifica com a direita mas sim com o centro, denunciando assim aquilo que já todos havíamos desconfiado. Cavaco Silva foi também o candidato apoiado, não oficialmente pela direcção do partido socialista.
Em face disso, aconselhamos a Mário Soares a rasgar o cartão de militante porquanto o convite que lhe foi feito para representar o seu partido nesta corrida, visou apenas e só a sua liquidação política, como aliás se constatou.

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OUTRAS MARGENS

* Pedro Guedes

O problema da caricatura



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

O problema da caricatura

Ontem à tarde, posto que as miúdas têm que andar de bicicleta ao ar livre, fui com este cavaquista ao CCB. Para minha desgraça, lá estavam os preparativos para a festarola de Boliqueime e - para desgraça ainda maior visto que o grupo era mais alargado - calha que eu até conheço bem meia dúzia de gajos bem colocados na máquina do novíssimo presidente, coisa que, bem sei, não abona em meu favor. Dito isto, informe-se que em abandonando o edifício soube facilmente os resultados de todas as projecções de cada uma das televisões e confesso que estive para as meter aqui em chegando a casa - cometendo provavelmente um crime de lesa-democracia - mas o tempo era escasso e a fome inversamente proporcional. Vai daí, deixei no Insurgente nota breve dos ditos estudos e fui-me à pescada com espinafres e camarão. Não muito tempo depois, eis que a indignação pela súbita divulgação dos resultados me ataca a caixa do correio, o que à partida não seria nada de extraordinário visto que a dita está habituada a receber mensagens menos simpáticas. Ainda assim - e porque já não é a primeira vez que a ideia que está subjacente ao ataque revela ignorância profunda - apetece-me alinhavar uma ideia básica sobre o assunto.
Ao contrário do que alguns órgãos de informação pretendem fazer passar, o nacionalismo (ou a direita a sério, se preferirem) é absolutamente compatível com gente "normal", que segue a doutrina ao invés de seguir a caricatura. Dito de outra maneira: não uso o cabelo muito curto, não tenho nenhum par de botas e, em jeito de tatuagem, limito o portfólio a uma velha marca que uma vacina infantil em tempos me deixou no braço esquerdo - corria ainda a longa noite escura. De caminho, dou-me com gente igualmente "normal" e sem taras de qualquer tipo, incluíndo as esferas cavaquistas que, justiça lhes seja feita, nunca me pediram que mudasse de ideias. Agora que escrevo, chego a estimar que sou amigo de um dos próximos personagens relevantes do Palácio de Belém. A ver vamos. Mas acreditem que não há outro segredo para saber os resultados antes das oito da noite. Capisce?

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ARROBAS

* Paulo Querido

Mais Cavaquistas que Cavaco



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Mais Cavaquistas que Cavaco

Os trauliteiros (não consigo encontrar outro nome) da ponta direita da blogocoisa andam por aí numa caça às bruxas de esquerda (a bem dizer, de todas as bruxas que, sabe-se lá porquê, não participaram na demência colectiva dos hossanas ao presidente eleito, o triste espectáculo que as massas costumam proporcionar nestas alturas e no fim do campeonato nacional de futebol).

Cuidem-se todos aqueles que, como eu, se tenham atrevido ou venham a ousar escrever que a Primeira Dama não se sabe vestir, que o Presidente tem limitações de representação e uma visão estreita do país, que o Presidente foi eleito pelo mesmíssimo centro que há um ano recusou liminarmente a aventura santanista e deu a José Sócrates um autêntico cheque em branco para governar (got the message, captain?), que a escassa margem da vitória é isso mesmo, uma escassa margem de vitória, que tem os efeitos que tem e mais nenhum, que as principais mudanças na política indígena se deram à direita e ao centro, mantendo-se a esquerda no sítio do costume, que Manuel Alegre não vai fazer nada digno de relevo, nem sequer tirar o sono ao chefe no PS, com os seus 20 %.

Cuidem-se. A caça começou. Claro que estamos num país livre, mas uma árvore dá sempre jeito.

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BOLINANDO

* Luís Bonifácio

Prontos!



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Prontos!

Cavaco lá ganhou e Maria Cavaco substituirá Maria Rita como primeira dama - ligeira melhoria, mas pouco.

Quanto às sondagens, estiverem bem mais afinadas que nos últimos actos eleitorais. Através de uma leitura apressada do Margens de erro, vejo que a sondagem que mais se aproximou dos resultados finais foi a do Correio da Manhã feita pela Aximage e publicada no dia 20. Curiosamente esta foi a que teve uma amostra menor. Coisas que Pedro Magalhães explicará concerteza.

Quanto a Vencedores:
CAVACO, claro
Manuel Alegre - colocou Soares no seu devido lugar!
Jerónimo Sousa - concorreu para defender a sua posição e venceu Louçã em toda a linha.

Vencidos
SOARES - levou o maior banho da sua vida e ... não havia necessidade disso.
Louçã - Quis dar uma estocada no PCP, mas o Sr. Professor acabou estoqueado pelo operário Jerónimo em faena que mereceu alguns aplausos apenas.
Joana Amaral Dias
A corte Soarista
Santana Lopes - espero que para sempre!

Quanto a Sócrates, acho que ganhou, pelo menos sob o ponto de vista interno.Com Soares a carpir mágoas, a sua clique não terá mais remédio que encarneirar a contra gosto atrás do lider.
No que respeita a Alegre, Socrates, desculpando-se com a "Traíção", fará sem dúvida sangue para ser o lider incontestado do PS pelos próximos anos.

Em jeito de despedida, dedico ao Dr. Soares esta música dos Felt, que julgo bastante apropriada ao momento que ele vive - "Dismantled King is off the throne"

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SAUDAVELMENTE FALANDO

* José Gonçalves

E Depois do Adeus?



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

E Depois do Adeus?


Preocupante, acaba afinal por ser a interrogação que fica depois daquele movimento em redor de Manuel Alegre.
A pedrada no charco, haveria tradicionalmente por fazer evoluir em círculos a água que lhe dá vida, num movimento simétrico que se esvai de encontro às margens.
Para a história fica a memória de um feito.

A sociedade, os homens e mulheres deste País não estão preparados para uma ruptura com o sistema, ruptura que afinal haveria de “circularmente” tornar ao sistema.

Manuel Alegre quer se queira ou não, acabou por representar para muitos de nós um Sebastianismo neo-realista.
Mas o poder instituído pode vacilar, ou aparentar que vacila, mas não tomba.

Que cada um que ousou acreditar, tenha a sabedoria de não se encerrar na sua concha e debata, principalmente em casa, assim como na sua roda de amigos, a verdadeira natureza de um movimento de cidadania, que se pretende mais movimento de pressão do que de natureza politica concorrencial.

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UM SOPRO DA PLANÍCIE

* Francisco Nunes

As Presidenciais ao Correr das Teclas



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

As Presidenciais ao Correr das Teclas

Se se analisassem estas presidenciais 'com olhos de ver', seriam claras 12 coisas:
1. - É um roubo imoral aos contribuintes de um país que se diz em crise, o dinheiro que se gasta em campanhas directas (cartazes, emissões, lenços, sacos, canetas...);
2. - É um assalto sem escrúpulos aos contibuintes o que se gasta do seu dinheiro em campanhas indirectas (mobilizações de pândegos, de indefectíveis e de alguns desgraçados com medo de perder o emprego por parte das autarquias -foi até muito engraçado verificar que houve uma relação inversa entre o número de presentes no Pavilhão Atlântico e o resultado obtido pelas candidaturas que essas 'prendas' apoiavam);
3. - É assinalável a margem reduzida da vitória de Cavaco, mas nada indica que obtivesse menos votos numa segunda volta;
4. - É um abuso -e uma expressão sintomática da partidarite que se vive- a forma como se continua a falar de 'eleitores dos partidos' em vez de 'votantes em';
5. - A partidocracia, longe de arrepiar caminho 'fez das suas' no tempo de antena que não deu ao candidato que conseguiu 1 milhão de votos expressos.
6. - Há muita gente que deveria ter medo da saturação que provocam nos cidadãos os seus privilégios e mordomias e até a sua presença mediática perfeitamente sabuja e inóqua (inóqua para o bem-estar nacional, claro!...);
7.- Como já foi dito por alguém 'o Soarismo acabou'.
8. - Como não foi dito por ninguém: o escândalo das fundações não terminará tão cedo...
9.- A Joaninha Amaral Dias, para nós, fica muito, muito, bonita quando chora;
10.- O Manuel Alegre e o Cavaco Silva foram os candidatos mais votados e são os candidatos que, tirando o Jerónimo, menos dinheiro ganharam com a política. (No entanto, entre os apoiantes de Cavaco há muita rapaziada que está na política para 'se governar').
11.- Os candidatos mais cordatos foram aqueles que obtiveram mais votos.
12. - Para terminar, uma certeza: o PSI da Bolsa de Valores de Lisboa vai subir -apostamos- mais de 1,5%. Até pode ser uma boa notícia... que, no entanto, ainda ninguém se lembrou de proclamar.

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QUANDO AS PALAVRAS DANÇAM

* Lique

Talvez haja alguma lição a aprender



2ª Edição - Nº2 - Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Talvez haja alguma lição a aprender

Talvez haja alguma lição a aprender
Cumpriu-se o que era esperado. De qualquer forma, respeitando concerteza a opção da maioria, parece-me que a esquerda tem aqui alguma coisa a aprender. Será que vai ser capaz de o fazer e recuperar a capacidade de mobilização que perdeu? Sinceramente duvido. Ficou-me a sensação de que o aparelho do PS prefere este resultado a ter Manuel Alegre numa segunda volta (que enorme sapo...).
Relativamente a este candidato em que votei, sinto que teve o mérito de saber capitalizar a esperança, a necessidade do sonho e a total inabilidade dos partidos (nomeadamente o PS) para satisfazerem as necesidades dos cidadãos. E podia estar feliz com o resultado dele se não fosse esta expectativa de "aguentar" Cavaco Silva durante, pelo menos, cinco anos.
A democracia tem destas coisas. Também tem a certeza de que outras lutas chegarão. Para já, é altura de pensar noutros assuntos que urgem. Volto lá para o fim da semana, como tinha dito. Boa semana para todos.

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janeiro 21, 2006

O SABOR DOS DIAS

* Zecatelhado



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Zecatelhado
O dia de Reflexão

Hoje é o chamado dia de reflexão. Amanhã irá realizar-se a eleição do próximo Presidente desta tão maltratada República. Confesso que nunca entendi muito bem porque chamam dia da reflecção ao dia anterior ao acto; Reflexão porquê? Já há muito que a quase totalidade dos cidadãos eleitores decidiu em quem vai depositar, ou não, o seu voto de confiança, portanto, qual reflexão?!
Segundo as sondagens efectuadas, é muito natural que pela segunda vez na sua história o povo eleja um dos candidatos logo à primeira volta ( a primeira vez foi com o general Ramalho Eanes) e esse candidato será Aníbal Cavaco Silva. Isto tem o seu quê de surreal; A “direita” apresentou-se a estas eleições com um candidato enquanto a “esquerda” apresentou nada mais nada menos do que CINCO! Ora, sendo o método de contagem de votos o conhecido de toda a gente, o candidato da direita vai ser eleito à primeira volta sem que tenha conseguido na realidade somar os 50%+1 como deveria ser, e tudo por culpa dos candidatos da esquerda que não quiseram e não souberam encontrar uma via de consenso que lhes permitisse bater a direita sem apelo nem agravo, antes pelo contrário, degladiaram-se entre si num exercício de antropofagia puro, embora levassem a campanha inteira a berrar aos quatro ventos que o “inimigo” era Cavaco Silva, que entretanto se ia rindo à vara larga da passadeira que a concorrência lhe estendia.
Amanhã, depois das 19 horas, vai a esquerda chorar (irá?) de ver na presidência o chaparro de Boliqueime, e vai ter de gramá-lo durante pelo menos cinco anos, se não forem mais, tudo por causa da sua cegueira sectária, tudo por causa da partidarite aguda que tanta mossa tem feito neste país. Ainda se aprendessem a lição... se calhar valia a pena, mas tenho a certeza de que não vai ser assim. Continuará a trilhar os caminhos que trilhou, caminhando alegremente até à desgraça final.

Tenham uma boa semana
Zecatelhado

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SOPRO DA PLANÍCIE

*Francisco Nunes



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Francisco Nunes
E se em vez de um Procurador com óculos a República se munisse de uma Procuradora?

Três notas prévias:
1ª.- Fosse este um país dirigido por políticos sérios e o trabalho do Procurador não seria visível.
2ª.- Este país não tem a sorte de ser dirigido por políticos, aliás, um país em que 28% da rapaziada, - 28!! - se emprega por cunhas talvez não mereça ser governado por políticos sérios...
3ª.- Se calhar, e vendo bem as coisas, até fomos nós que corrompemos os nossos políticos. Se calhar fomos nós que, deixando o caminho livre para que os tachistas e oportunistas -que, muito grosso modo, são 3 milhões entre nós- enxameassem os aparelhos partidários, facilitámos a ascensão aos políticos que temos. Se calhar...
Adiante: Cá para nós, se houvessem políticos sérios que verdadeiramente quisessem 'limpar a corja' que se apoderou dos centros de poder deste país, não haveria dúvida nenhuma quanto à escolha a fazer... Um Procurador para esta hilariante república seria, sem sombra de dúvida, esta senhora:

Fosse este país dirigido por políticos que se preocupassem com o facto de alguns dos seus pares não serem sérios e não haveria dúvida nenhuma nesta escolha. Seria uma escolha com condições: as condições impostas por esta senhora magistrada.

Francisco Nunes

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TUTO B(U)ONO

*Golfinho



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Golfinho
Coisas que me irritam


Saber que recebi mais de 1000 mails de fãs brasileiros dos U2 a reclamar de um putativo bilhete de 1000 Reais (cerca de 400 euros), num dos próximos concertos a realizar nas terras de Santa Cruz e, nenhum deles se preocupou em escrever uma linha sobre a organização Fome Zero (a sucursal da Make Proverty History no Brasil), ou se dignou a entregar um cêntimo a essa organização. Passados que são anos desde a criação da Data Data e de muitos outros projectos de Bono para consciencializar os fãs para as questões da pobreza, da SIDA, da fome mundial, os fãs, infelizmente, continuam a virar-se para os seus egozinhos da treta! Já todos ouvimos concertos da Vertigo Tour, já vimos o DVD de Boston, sabemos que em ONE, Bono apela em todos os países para que os fãs enviem SMS`s para a Make Proverty Org ou para a sucursal nacional porque 20 cêntimos pode salvar a vida de uma criança, e depois há pessoas que continuam preocupadas com os preços dos bilhetes? Isto num país cheio de desimetrias sociais e económicas? Brasil, Brasil... não sigam o exemplo de Portugal, o país da União Europeia onde há maiores desigualdades sociais e onde dois milhões de pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza. Aprendam a compartilhar, numa altura em que o vosso País está em crescimento económico. E não se esqueçam da famosa frase de Bob Geldof que a 400 Kms daqui há pessoas a viver com um euro por dia, enquanto que na Europa uma vaca vive com 2.5 € por dia.
Outra coisa que me irritou foi ter sido convidado pela Pobreza Zero (que aceitei) para efectuar trabalho voluntário, no entanto este blog e muitos outros que têm divulgado o trabalho daquela organização nunca foram mencionados uma única vez!
Finalmente, saber que o blog do maior umbiguista português que nunca contribuiu para a One Campaign e abomina os U2 está linkado no One Blog.
Há quem lhe chame rancores, eu chamo Justiça, porque como diz e, bem, o Poeta, "A mim ninguém me cala!"

Golfinho


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SAUDAVELMENTE FALANDO

* José Gonçalves



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: José Gonçalves
Uma pedrada no charco

Nesta coisa de eleições, há sempre um dia dedicado à reflexão dos cidadãos eleitores obrigatoriamente coincidente com a véspera do dia do acto eleitoral.
Nada me obriga a seguir a praxe, posso muito bem reflectir quando me der na gana e sem estar dependente da ordem instituída.
E tenho para comigo uma sensação de vazio, ao constatar que a avidez de democracia e de liberdade, o afã de melhores condições de vida, a melhoria da educação própria ou a dos seus descendentes, o individualismo elevado aos primórdios da imbecilidade por politicas de marketing, acabaram por tramar quem sempre penou na luta pelo pão, pela paz, pela democracia, pela instrução, pela saúde, pelo bem-estar sempre adiado.
Há! se o meu voto no próximo dia 22 tivesse o peso da razão, de por si só elevar um candidato ao mais alto cargo desta nação, não teria dúvidas.
Cavaco seria o escolhido, pois este País necessita de uma lição, para recordar aos gentios de hoje e aos de amanhã, que a revolução se faz com sangue e não com cravos.
Mas todos neste País temos um pouco de poetas, de médicos e de loucos.
Logo o meu voto vai para o poeta.
Não porque seja a Pátria de Camões.
Tão só porque será muito mais do que uma pedrada no charco…

José Gonçalves


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QUANDO AS PALAVRAS DANÇAM

*Lique



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Lique
El-Rei D. Sebastião está morto! Deixem-no em paz!


O tempo é curto, o trabalho é muito e a inspiração pouca. Por isso e porque, na verdade, nem sequer me tem sido possível ler-vos, voltarei quando tudo estiver normalizado, eventualmente lá para quarta-feira da próxima semana.
Entretanto, teremos um fim de semana eleitoral. Votarei, como sempre. Com uma única convicção: aquela que deixo aqui consubstanciada nesta imagem que roubei à TMara. Gostava que um dia tivessemos consciência de que o "homem providencial" somos todos nós, juntos. Não sei se alguma vez chegarei a ver isso. Mas posso sempre ter esperança...
____________________

Acredito que a divisão das "esquerdas" nesta eleição gerou muito desânimo e indecisão. Mas Cavaco só ganha à primeira volta se tiver 50% dos votos expressos+1. Qualquer voto à esquerda é uma contribuição para lhe tirar essa maioria.
TEMOS ALGUM PODER NA MÃO , NO DOMINGO.
MOSTREMOS O QUE NÓS, A ESQUERDA, NÃO QUEREMOS.
VOTEMOS TODOS, INDEPENDENTEMENTE DE QUEM É O NOSSO CANDIDATO.
VAMOS LÁ TENTAR TIRAR-LHE A MAIORIA .
MOSTREMOS QUE, ATÉ NA DIVISÃO, PODE HAVER UNIÃO PARA O QUE É FUNDAMENTAL!
Para que tudo aqui seja transparente neste apelo, eu voto Manuel Alegre.

Lique


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BOLINANDO

* Luís Bonifácio



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Luís Bonifácio
Iber Drola - "Drôle Portugal"

A propósito das recentes movimentações no mercado electrico nacional, republico aqui um texto, colocado no passado mês de Setembro, relativo ao assalto à propriedade nacional, protagonizado pela Iberdrola, comandada pelo Pina "Judas Cristóvão" Moura.

Pina Moura - Um porco Traidor
O Expresso notivcia com pouco destaque que em Fevereiro de 1998, ocorreu uma reunião entre Jardim Gonçalves, presidente do BCP, José Amutsatégui, presidente do Banco Central Hispano, Pina Moura, recém licenciado em Economia e na altura Ministro da dita e António Almeida, presidente da EDP.
O motivo da reunião centrava-se no desejo de Amutsatégui de vender 22% da terceira maior empresa espanhola de electricidade, a Unión Fenosa. à EDP. Tal operação permitira à EDP absorver a empresa espanhola transformando-a na EDP España, com sede em Lisboa.
Todos estavam de acordo, menos um. Pina Moura limitou-se a dizer que o "parceiro" estratégico que ele tinha escolhido para a EDP chamava-se "Iberdrola".
Há 7 anos a EDP era idêntica em tamanho à Iberdrola e duas vezes e meia maior que a Fenosa.
Hoje a EDP não tem poder para comprar a Fenosa, e é várias vezes mais pequena que a Iberdrola, que entretanto aproveitou para crescer no mercado protegido Espanhol.
Hoje o Banco Central Hispano já não existe, foi comprado pelo Santander e Amustatégui foi despedido. Jardim Gonçalves já não é presidente executivo do BCP e António Almeida anda noutras vidas. Apenas Pina "Cristovão" Moura continua no mesmo lugar - Representante dos interesses espanhóis da Iberdrola em Portugal.
Quando alguém que ocupa um alto lugar na administração nacional e utiliza esse lugar para a promoção de interesses estrangeiros em deterimento dos nacionais, chama-se a esse acto TRAIÇÃO À PÁTRIA.
Pina Moura é um Porco Traidor, traiu a nossa pátria como Judas traiu Jesus Cristo quando o vendeu por 30 dinheiros.
POR MUITO MENOS QUE ISTO FOI MIGUEL DE VASCONCELOS ATIRADO ABAIXO DE UMA VARANDA

Luís Bonifácio


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INSTANTES

* Maria



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Maria
Criação


Moldou-lhe a testa, com dois dedos, em percursos divergentes. Com as palmas das mãos, enconchadas, conformou as maçãs do rosto, seguiu, em gestos circulares, desenhando queixo, desenhando lábios. Com as mãos unidas, num movimento suave definiu o nariz, abriu-as em voo lento, percorrendo o rosto, reconhecendo as linhas que imaginara. Nos olhos demorou, roçando apenas com os dedos enquanto percebia impressões de pálpebras e de cílios. Deixou-o de olhos fechados, preferiu-o adormecido.
O pescoço foi feito num gesto único de mãos abertas que pelos polegares se ligam, os ombros nasceram do abraço da matéria. Moldou braços como nascente de rios, mãos como raízes que se entranhavam no solo. Pegou na força de árvores centenárias e com ela lhe fez o tronco, bordou mamilos de cicatrizes de ramos cortados. O ventre foi criado de lagos de águas calmas, apenas texturados pela brisa que sopra suave. O umbigo, cordão de vida, nasceu de uma gota gorda de chuva que atingindo o lago, fez ecos concêntricos na sua superfície.
O sexo foi moldado, cuidada e repetidamente pelo âmago do seu corpo. Do percurso continuado dos seus seios fez-lhe pernas. Os pés nasceram de gestos rápidos e soltos, como asas prontas para novos voos.
Abriu então os olhos e o barro era já carne. E as mãos que lhe deram forma eram agora carícias que lhe davam corpo.

E com um beijo deu-lhe vida.

Maria


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ARROBAS

*Paulo Querido



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Paulo Querido
Uma campanha Alegre

Hoje vários conhecidos meus que passaram os últimos meses indecisos entre dois (ou até três...) candidatos da área da esquerda decidiram-se. Todos se decidiram pelo mesmo candidato: Manuel Alegre. Suspeito que a direita ainda vai ter de esperar para aclamar, aliviada, o seu primeiro presidente depois do 25 de Abril de 1974. Suspeito que José Sócrates vai enfrentar uma crise aparelhística, entalado entre duas clientelas. Suspeito que Mário Soares ainda não deu tudo o que, de pior, tem para nos dar.
Acabo apelando aos indecisos que ainda restem. Tendes duas boas hipóteses: Louçã, porque pela belíssima campanha que fez merece pelo menos que os nossos impostos cubram os custos da campanha; e Alegre, o homem que a«os "analistas" de direita vilipendiaram em uníssono da pior forma: dizendo que ele nada tinha a dizer. Como se os outros candidatos tivessem, como se Cavaco tivesse sido mais que um relógio de repetição de vagos disparates & frases compradas na loja dos trezentos pela LPM.

Paulo Querido

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OUTRAS MARGENS

* Pedro Guedes



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Pedro Guedes
O Kovacs que o pariu

Garante-me o suplemento económico do Diário de Notícias que a rapaziada lá das europas anda chateada com a sensata decisão do ex-ministro Bagão Félix de atribuir às fraldas para bebés o escalão mínimo do IVA. Vai daí, a Europa que nos é imposta sem que alguma vez a tenham referendado, partiu para a ameaça: vem processo a caminho. A verdade é que a gente já sabia que com a União riscava pouco ou mesmo nada. O Kovacs, que faz das portas abertas à imigração desregrada uma política de natalidade, está-se nas tintas para o que ganhamos, para o que gastamos e para o que não nos sobra. A bem dizer, o dito cujo até agradecia que não nascesse por cá mais ninguém. Entrava um subsídio ao SOS Racismo e, com essa massa, já os respectivos associados - os únicos a nascer - poderiam comprar fraldas devidamente taxadas a 21%. Para Bruxelas, era menos uma chatice.

Pedro Guedes

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ESTENDAL DE LETRAS

* Raúl Ascenção



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Raúl Ascenção
O maior coleccionador de medalhas resolveu desfazer-se delas

Porque também sou, embora apolítico, um homem de convicções, fui entre vários milhares, um dos subscritores das 2 candidaturas de Jorge Sampaio aos seus mandatos presidênciais. Como gostei do seu desempenho no primeiro mandato não tive qualquer dúvida em subscrever a sua 2ª. candidatura, a qual me tem muito sinceramente desiludido e disso tenho vindo a dar conta neste meu modesto espaço.
Provavelmente e isso admito, o seu medíocre desempenho neste seu segundo mandato que está praticamente a terminar, deve-se ao mau aconselhamento das pessoas das quais o mesmo se rodeou para lhe darem o necessário apoio, ou seja, aqueles a quem se costumam chamar, os assessores do titular de cargo público. Já várias vezes me arrependi de ter sido um dos milhares dos que subscreveu a candidatura do seu 2º. mandato, mas infelizmente,não se pode anular em circunstância alguma a opção que tomamos dada a sua irreversibilidade. Mas isso não invalida que através deste meio de que disponho possa dizer o que sinto. E para além de medidas tomadas erradamente por Jorge Sampaio, surpreende-me o facto de o actual Presidente da República face à colecção de medalhas, cujo exercício do cargo lhe permite fazê-lo tenha também utilizado este mandato para as distribuir de forma a que a atitude se assemelhe, à de um coleccionador de cápsulas de garrafas que já farto delas resolva distribui-las a esmo. Se não tem fundamento o que afirmo, atente-se no número e nas personalidades a quem ele neste último mandato tem distribuído galardões.
Por isso e para terminar, admitindo que vai haver uma 2ª. volta para eleição do seu substituto, espero que na segunda-feira próxima não tenha de reconhecer que, afinal os outros, aqueles que não a minha pessoa, fizeram uma muito pior escolha na sua opção de voto, elegendo Cavaco Silva.

Raúl Ascenção

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SECUNDÁRIO E COMPLEMENTAR

* Teacher



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Teacher
E eu?

Não acredito no que vi ontem na RTP norte. Eram dez da noite, mais ou menos e dormitava já... Acordei de todo com a conversa. Parecia que os cavaco-je tinham ganho as eleições.
Quanto tempo dormira?!! Não tinha ido votar?!! Olhei o meu homem. Sorriu-me.
O meu voto, decidido há muito, ainda era meu. O hitler era já o pesadelo (a acreditar no painel dos embevecidos comentadores) , mas eu continuava com o direito de ir votar contra. Apesar da aparente inutilidade, eu vou votar com os trinta por cento do contra!

Teacher


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EM CRESCENDO

*Thita



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Thita
Se as crianças pudessem votar

“Se as Crianças pudessem votar” foi o tema livre da nossa última aula. Foi giríssimo.
Primeiro, porque não percebemos nada de Política. Segundo, porque a maior parte da minha turma acha os políticos uns grandes mentirosos, hihi…
Por isso, foi engraçado comparar todas as respostas a um pequeno questionário que os nossos professores elaboraram.
Então é assim:
A maioria esmagadora da minha turma votava numa pessoa que fosse honesta.
A maior parte dos rapazes votava numa pessoa da esquerda mas um número elevado de raparigas votava no mais bonito.
Sobre a sabedoria de cada um, as opiniões dividiram-se. Uns acham que é melhor votar numa pessoa que saiba muito. Outros acharam que se deve dar a confiança a uma pessoa que tenha ideias novas.
Depois de mais algumas respostas interessantes fizemos um retrato robot sobre as qualidades que a nossa melhor escolha devia ter comparando-as com os candidatos que andamos a ver na televisão.
(hihi..., aqui é que foi giro.)
Nenhum deles merecia o nosso consenso a 100%.
Quer dizer, aprendemos muitas coisas sobre eleições e coisas assim, mas não está lá ninguém que se pareça com o retrato que fizemos.
Pode ser que apareça nas próximas!

Thita

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FADO FALADO

* Valéria Mendez



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Valéria Mendez
Chegaram as dores da solidão. Peço um Padre-Nosso por mim

Nós pensávamos, eu e o Virgilio, que haviamos encontrado a fórmula mágica para o Amor.
Tanto ele como eu, necessitávamos do nosso espaço, de podermos acender a luz às quatro da manhã, para ouvirmos uma musica ou para continuarmos a ler aquele livro. Por isso, cada um de nós, arrumava os seus sapatos em sua casa, e então, chegava o Amor, e um de nós, qual adolescente namorado, corria, ora agora para a casa de um ou de outro, e viviamos a nossa noite, a nossa tarde, ou até, a nossa manhã de Amor. Um Amor tranquilo, que parecia não ter data limite. Um Amor vivido sem as discrepâncias 'normais' da comezinha discussão do 'deixaste a tampa da sanita com pingos de xixi'. Um Amor que acreditávamos, depois de treze anos de Plena Existência, sobreviveria até à nossa Morte. Porque não haveria o desgaste. A maçada de estar com o Outro. A discussão por causa das contas que chegam para pagar.
Mas, a verdade, é que a nossa profecia particular realizou-se. Só que, amargo é o destino, não pensávamos que tão cedo. Porque acreditávamos que Deus não nos roubasse o sucesso da nossa fórmula de Vida. Porque acreditávamos que o filho do Virgílio, tão amado, tão querido pelo pai, mereceria de Deus a ventura de ter um pai Vivo e presente, pelo menos por mais algum tempo. O divórcio dos pais, muito jovens, e logo após um ano de vida em comum, não havia traumatizado aquela linda criança, que por tudo e por nada estava a telefonar ao pai, e que por tudo e por nada, o pai e ele, faziam uma festa de arromba.
E nós, abençoados por Deus, acreditávamos que os nossos momentos estavam o mais próximo possível da felicidade. A Dor e a Tristeza não tinham porte pago nas nossas Vidas.
E eis que, ontem de manhãzinha, o toque absurdo do meu celular desperta-me do sono. Era a voz da mãe do Virgilio. Aflita. Incomensurávelmente perdida.
Corri como uma demente para o meu carro, e em cinco minutos estava na porta da casa dele. A ambulância já se preparava para sair.
Havia ultrapassado já a inefável fronteira da Morte, o meu Virgilio. Morrera na sua cama. Assim. Como um fruto que cai duma árvore. Sem aviso prévio. Sem ter tido tempo de pedir ajuda. Sem ter tido sequer o direito a uma suspeita, um pequeno alarme, de que o seu corpo padecesse de algum mal.
E terminara naquela manhã sem sol, o nosso Amor de treze anos. Venturoso. Cheio de aventuras e peripécias, como naquela noite em que decidiramos dormir na praia da Madalena, e acordáramos com o barulho ensurdecedor duma máquina escavadora, sob o olhar atónito e malicioso dos trabalhadores da Câmara.
Sinto-me num limbo. A minha vontade é a de conhecer o que está para além do Portal. Porque sei que, se o conhecer, talvez volte a ver o Virgilio com aquele seu bem humorado sorriso, sempre pronto a uma boa gargalhada, e a um desfiar infindável de anedotas...
Eu não conhecia esta Dor. Não sabia da sua côr. Do fel amargo do seu gosto...
E estou pr'áqui perdida... Sem força, sem ânimo, sem esperança, sem um fado que me possa sublimar esta dôr. E sem Amália para desabafar...
Já não tenho a minha melhor Amiga. Já nâo tenho o meu Amor. Lindo. Tranquilo. E o meu corpo, a minha mente, a minha alma, só respiram agora fealdade, intranquilidade, revolta, dôr. Deus não tinha o direito. E eu tenho tanta Fé. Contudo, neste momento, todos os livros que li, todas as convicções que tinha, todas as minhas certezas, não passam dum saco negro no fundo dum poço. Bem fundo.
Disse-vos uma vez, num dos meus escritos, que não tenho estaleca para ser artista, na total acepção da palavra. Um artista segue a máxima do ' show must go on '. Eu, acabo de cancelar por email, todos os meus compromissos artísticos. Não tenho Vontade. Não posso, impunemente, olhar de novo os céus de Paris, não posso respirar de novo, o ar frio de Estocolmo. Nem poderei pela enésima vez , fazer a Via Sacra na velha Jerusalém. Os três sítios agendados até ao fim do ano. Amanhã, supostamente, apresentar-me-ia durante um Jantar para turistas escandinavos. Impossivel. Seria mais fácil um camelo passar pelo orificio de uma agulha.
Já não posso cantar...já não posso sorrir...já não posso...já não posso...viver.
Se puderem, meus caros amigos leitores, que tantas alegrias me deram por se fazerem presentes na minha vida, apenas vos peço, tal qual Amália o fez num fado, um ' Padre Nosso por mim '.

Valéria Mendez

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MONÓLOGOS COM CRISTA

*Vitriólica & Cócó



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Vitriólica & Cócó
Só p'ra que conste...

Só pra que conste, ando parada mas tou vivinha da Silva, oh se tou! O juízo anda assim um bocadinho esmarrido, que é como quem diz que ando fraca da cabeça para pensar; e é por isso que tenho aberto pouco as janelas e as cortinas aqui do blog, e o pó vai-se acumulando e tal. Uma chatice, é o que é. E vai-me faltando a freguesia (basta ver as 'tatísticas aí ao fundo à direita), e a vizinhança até reclama...
Isto há épocas na vida de uma pessoa que são assim, meio paradas das ideias - e com tanta coisa a acontecer por aí: pois lá acabou a Primeira Companhia e parece que quem ganhou foi um velhinho chamado Mário que tá cheio de pedalada e vai concorrer a um reality show que estreia em final de janeiro que é a Primeira Presidência; mais um candidato que é de uma terra que primeiro se chamava Poço e depois foi promovida a Fonte vá-se lá saber porquê; e outro candidato, que só me lembra uma canção que dizia "... e Alegre se fez Triste..." - o que é uma pena, porque se forem bem a reparar, é o que tem melhor voz pra entrevistas e Conversas com a Nação.
Sim, que isto ao cabo e ao resto eles falam, falam, e depois não há lá muita coisa que um presidente possa fazer - que até há uns senhores que acham que eles até fazem coisas a mais e queriam mesmo que os presidentes de Portugal fossem como aquele que era Almirante.
Esse era bom a cortar fitas e a fazer inaugurações, mas os Presidentes, agora, já não podem fazer essas coisas, quem tem que fazer são os ministros que é para terem muitos votos nas eleições. O Presidente Almirante também era bom nos discursos, que em lembro-me de um que começava assim: "É a primeira vez que aqui estou desde a última vez que cá estive..." Isto sim, é que era discursar a sério, e acontecia tal como agora: o povo ouvia e não percebia nada, mas achava muito bonito e batia muitas palmas.
Ontem ouvi um senhor na televisão (um que é nortista e não elitista) a dizer que os Presidentes têm poderes a mais, e depois querem mexer nas coisas e estragam tudo - o que me lembra logo do coitadinho do Eduardo que tinha umas Mãos de Tesoura e também era uma desgraça, a pobre da criatura.
Por isso, se calhar, aquele Senhor que estava a falar na televisão devia era mandar dar aos Presidentes da República um curso de Corte de Coisas Várias, e o povo inscrevia-se e ia ao Palácio de Belém cortar o cabelo, e requisitava o Presidente pra ir aparar os arbustos nos jardins.
Eu cá ia logo dar o nome prás duas, que o meu cabelo bem tá a precisar de um jeitinho e já tinha quem me podasse as roseiras no Dezembro que vem - sem falar na sebe de alecrim, que tá a ficar mais alta que o meu Arnaldo.
Assim os Presidentes já ficavam com uns poderes pra se entreterem, o povo tinha cortes de cabelo e podas de jardim à borliú, e o governo não tinha ninguém a mandar criar Secretarias de Estado Disto e Daquilo, ou a fazer Presidências de Proximidade, nem a querer justiça, harmonia, e mais convergência, e mais uma data de exigências que os Candidatos todos andam praí a fazer. Só tenho pena que a Dona Carmelinda não tenha arranjado as assinaturas, que eu ia ver se lhe pedia um jeitinho (não é meter uma cunha, era só um jeitinho) pra ela arranjar maneira de pôr todos a pagar a crise por igual, em vez de serem só os do costume.
Pronto, não falei do Candidado Louçã e do Candidato Camarada Jerónimo. Mas isso é só porque estive quase uma semana fora do meu planeta do costume: não vi noticiários senão uns bocadinhos, e esquecia-me logo a seguir. Tou muito desactualizada da actualidade, mas prometo que se ouvir alguma coisa interessante sobre o assunto volto a ele.
Por agora ando muito atarefada com croquetes e peúgos, e outros afazeres das lidas domésticas - e não tenho Secretário de Estado nem Director-Geral que me valha: sou só eu, tudo eu, e uma mulher é pequena e não pode chegar a tudo, é o que é. Quando puder, eu volto.
E disse.

Vitriólica

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O ESPELHO DAS PALAVRAS

*Wind



2ª Edição - Nº1 - Sábado, 21 de Janeiro de 2006


* Por: Wind
"Sopa de blogs"

A fuga do vagabundo deu-se na catedral. Estava com delírios sonhava com os sete mares. Ao longe via os barcos com flores, a babilónia e texere.
Era um outsider que tinha uma vida em monólogo andava ao sabor do vento e morava no sítio da saudade.
A mulher dos 50 aos 60 viu-o e deu-lhe um xanax, pois ele estava com um storm of emotions. Contou-lhe tudo sobre Eva enquanto comia uma sandes de atum.
Ele estava com olhares em tom de maresia, repensando no bairro do amor onde havia o erotismo na cidade.
A sua voz oblíqua contava poemas e estórias de querer sonhar, nos momentos do tempo dual.
Viu no cantinho da fatyly o gato na paisagem, xupacabras,telas de todas as cores e poesia portuguesa onde estavam os poemas de Manuel Filipe.
Em linha recta pensou nas pedras do mar e viu que o céu é o limite.
Finalmente serena a lua, ele saiu para viver um dia de cada vez com muita amorizade.

Wind

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janeiro 15, 2006

* Reabertura do Café Expresso Tadechuva


Este é um blogue/Jornal feito por internautas e para internautas. O Zecatelhado colocará semanalmente em destaque os post's que, em sua opinião, mais se destacaram na semana. Aqui cabem todas as correntes políticas de opinião, cores clubísticas futeboleiras e há ainda o direito pleno ao contraditório; em suma: Aqui neste espaço mora a democracia plena. Leia, comente, aplauda, critique e divulgue. Este jornal sai aos sábados de manhã cedinho ainda antes da concorrência feita de papel.

É assim que corre o scroll em cima. O Zecatelhado decidiu abrir o Café Expresso Tadechuva, título ao qual juntou "Recortes", calcularão porquê. Os editores são os mesmos conhecidos de todos vós, no entanto, também se publicarão outros post's de outros autores que achar valer a pena.
Como compreendem, não queria voltar a sobrecarregar os amigos habituais com a "obrigatoriedade" de fazer um post semanal, portanto achei por bem proceder desta forma.
Espero que aceitem esta ideia.

Um @bração para todos
Zecatelhado

Eis então os "fixos" que passarão semanalmente a estar no Café Expresso-Recortes:

* Zecatelhado

O SABOR DOS DIAS


*Francisco Nunes

SOPRO DA PLANÍCIE


*GolfinhU2

TUTO B(U)ONO


*José Gonçalves

SAUDAVELMENTE FALANDO


*Lique

QUANDO AS PALAVRAS DANÇAM


*Luís Bonifácio
BOLINANDO


*Maria
INSTANTES


*Paulo Querido
ARROBAS


*Pedro Guedes
OUTRAS MARGENS


*Raúl
ESTENDAL DE LETRAS


*Teacher
SECUNDÁRIO E COMPLEMENTAR


* Thita

EM CRESCENDO


*Valéria Mendez
FADO FALADO

*Vi e Cócó
MONÓLOGOS COM CRISTA


*Wind
O ESPELHO DAS PALAVRAS

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