fevereiro 20, 2006

OUTRAS MARGENS

* Pedro Guedes

Quem não se sente, não é filho de boa gente >

Verifico que mais de meia blogosfera vai espancando através da pena o nosso mui ilustre ministro dos Negócios Estrangeiros, sujeito de fraco merecimento que (admito que ao contrário de mais de metade de quantos agora o criticam), nunca foi credor da minha mais mínima aceitação - e isso para desgraça do escriba, que no seu tempo de adolescente via, sem que a elas se pudesse juntar, as miúdas mais giras do liceu engrossarem as fileiras dos comícios do homem...
Isto para dizer o que segue: apesar de ter como certo que o que diz a criatura é absolutamente indiferente para os destinos da humanidade ou para a formação da opinião de quem quer que seja (o que de algum modo me descansa), choca-me profundamente, enquanto português e ainda para mais nacionalista, uma das últimas posições do sr. Amaral, sendo que nem sequer é aquela em que os meus amigos estarão a pensar. Sobre o assunto, que eu tenha dado conta, apenas um jornal "se pronunciou", mais propriamente "O Diabo" e logo pela caneta avisada de João Coito, sendo que a coisa tem a ver com o apoio de Portugal a uma eventual candidatura de Ramos Horta a Secretário-Geral da ONU. Ora sucede que eu, que sou da direita intratável (aquela que, no dizer do nosso saudoso Rodrigo Emílio, não trata com tratantes), sinto-me ofendido enquanto contribuinte por ver o meu governo (para todos os efeitos é assim, quer eu queira, quer não queira) apoiar um cavalheiro cuja folha de serviços se resume a actividades de conspiração contra Portugal, a par de umas mãos cheias de sangue, em desfavor de civis timorenses e de militares portugueses.
Não há dúvida de que para contribuir para este peditório, acertou a maioria socialista em cheio no ministro. É preciso um estômago interminável para um tipo se prestar a tão inacreditável papel.

Posted by Zecatelhado at fevereiro 20, 2006 12:56 AM | TrackBack
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