EM CRESCENDO

Thita

Dia da Mãe

 

 

 

“Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça! Quando passas a tua mão pela minha cabeça é tudo tão verdade!”
Almada Negreiros

 

O Dia da Mãe, que é em 1 de Maio, faz-me arrepios.

Porque eu acho que a minha mãe não merece só um dia, mas todos.

Porque nesse dia fico aflita de escolher a prenda para ela.

Porque quase que sou obrigada a comprar para esse dia o que me querem vender.

É quase como no Café Expresso, (com as devidas proporções, hihihi…) eu ter que escrever quase à pressa na quinta-feira – o dia em que tenho mais tempo livre - porque nos outros dias tenho escola e outras actividades que me preenchem o tempo todo, e não saber muito bem do que irei falar. Depois sai burrice, claro.

No Dia da Mãe acontece-me o mesmo.

Eu sei que a minha mãe sabe que eu não preciso de lhe oferecer qualquer coisa só porque dizem que é Dia da Mãe. Quantas vezes já aconteceu, estar eu cansada de estudar e brincar, ela cansada de trabalhar e fazer comer, com toda a gente querer ir para a cama cedo, quando lhe faço a surpresa de um miminho que fiz na escola para ela, quando todos se preparam para apagar as luzes? Muitas. Depois ficamos as duas acordadas até às tantas a conversar e fazer queixinhas uma à outra. Porque eu lembro-me a toda a hora da minha mãe. De segunda a segunda e seja a que horas for.

Também é verdade que sou recompensada com muitas coisas de que eu gosto, e que aqui não digo porque posso parecer interesseira. Só para terem uma ideia, colinho é uma delas e deitar-me ao pé dela também. (que vergonha) Pronto, tenho as minhas birras com certas coisas que me fazem arrepios.

O Dia da Mãe é uma delas. E hoje, que ainda não é Dia da Mãe, apetece-me deixar aqui um beijinho muito grande a todas as Mães do mundo. Do coração.

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