TUTO B(U)ONO

GolfinhU2

Hasta la vista

 

Para tudo há um tempo. Nunca fui dos que estou, mas que sou. Nunca fui dos que têm, mas dos que possuem. Sou um eterno insatisfeito pela perfeição, mas assim que a descubro, fico desmotivado.

O meu bog completará no próximo dia 28 de Maio de 2005 um ano de existência oficiosa desde que foi reaberto. De facto, ele iniciou-se a 28 de Julho de 2003, assim rezam os meus arquivos. Isto é, a 28 de Julho de 2005 completará 2 anos de vida.

Perdoe-me caro leitor (e hoje mais que nunca tenho consciência que os tenho e, dos 5 continentes), se parecer desconexo neste meu discurso, mas é como me sinto, aliás como sempre me senti a escrever aqui, pois sou acima tudo Humano.

Tenho um grande amigo no Brasil, Bondia de seu nome, interessado na cultura Maia em todos os seus aspectos que um dia resolveu fazer o meu perfil astrológico Maia. Sou um OC. OC veio confirmar aquilo que a astrologia zodiacal (escorpião com ascendente balança) e a chinesa (galo) já me tinham “dito”, com uma pequena nuance, sempre que a nova porta tiver sido aberta ou o novo caminho tiver sido descoberto, é tempo desse leal, companheiro e amigo devotado sair de cena e deixar a Humanidade trilhar esses novos caminhos.

Obviamente que isto tudo é metafórico como tudo em astrologia, aliás como em todas as ciências esotéricas.

Certo é que, humildade à parte, neste nosso pequeno mundo chamado blogosfera, trouxe à colação temas politicamente incorrectos; deixei muitos de vós irritados, à beira de um ataque de nervos por interferir muitas vezes em planos comemorativos colectivos; por vezes, e tenho consciência disso, interferi nas escolhas da nossa sociedade (a blogosfera tal como a sociedade internacional é isso mesmo uma sociedade, não comunidade, não há aqui comunhão de interesses, há interesses divergentes); outras vezes tenho a certeza que vos confundi quanto à minha orientação política; e finalmente partindo dum nacionalismo bacoco tão típico aos portugueses em geral em que o que é estrangeiro é bom, e o que é nacional é péssimo, internacionalizei este blog, sendo ele já referência no Brasil, EUA, R.U., Irlanda e Austrália, basta fazer uma busca no Copernic, e basta dar um salto à U2EXIT.

Este último ponto é o que me torna mais triste no meio disto tudo, saber que sou mais lido sobretudo nos países de expressão oficial inglesa, e que é de lá que vêm o maior número de visitantes ao blog. E que por lá sou reconhecido como um fã exemplar dos U2, coisa que por aqui devido a interesses corporativos sempre fui postergado.

No entanto consegui-o. Se no início, vim aqui parar, sobretudo para dar o meu testemunho sobre um dado assunto, ao qual juntaria as minhas opiniões sobre os U2, e nada sabia sobre html, códigos, templates e afins, mas tão única e somente tinha na palavra a “arma”; hoje, passados que são 32 meses sobre o início dessa empreitada olho para trás e vejo que tudo o que vim aqui “denunciar” em primeiro lugar, está mais que feito; que aquele puto de 32 anos com uma vontade férrea de mudar o mudar o mundo já não é o mesmo, está adormecido com a injecção de nebocaína que a sociedade lhe deu, e se calhar ainda bem, sinal que amadureceu, que hoje tem outras responsabilidades, outras prioridades; que deixou de ser um esquerdista convicto e se tornou independente politicamente após tudo o que leu por aqui e após todos os debates que por aqui participou, pois descobriu que a esquerda e a direita tocam-se nos seus extremos e que os políticos se esquecem sempre do que é fundamental: o HOMEM.

Finalmente, quanto aos U2. Muito honestamente foi com grande Honra que vi o meu blog ser linkado no U2Sermons, ser objecto de debate no African Well Fund (iniciado pelo próprio Bono), ser adicionado à U2Exit sem ter pedido tal. Agora bastava continuar a escrever uns artigos por semana, convidar mais uma pessoa para pôr notícias diárias, outra para escrever mais uns outros e aquilo entrava em velocidade de cruzeiro.

Só que esta semana ao voltar a escrever deparei-me com um obstáculo que todos nós, presumo eu, já passámos. Olhei para o blog, todo ele, para o meu passado, e não me revi naquilo. “Aquilo” já não sou eu. Dou um exemplo. Suponham que chegam ao vosso trabalho um dia, olham para os vossos colegas (aqueles que vos faziam levantar da cama todos os dias com uma alegria enorme), para o objecto do vosso trabalho (aquele que vos dava força, prazer), e, de repente, tudo deixou de ter significado. Tudo deixou de vos motivar.

Pois bem, quando quis voltar a escrever, saíram-me mil e um temas, mas interiormente já me tinha despedido. Kotler escreveu: “descobre o que gostas de fazer e nunca mais terás de trabalhar”.

O que eu sei, neste momento, é que a “profissão” de blogger não me está a dar prazer.

Por isso enquanto bloggar, para mim, for sinónimo de trabalhar e não de prazer não o voltarei a fazer.

 

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