No próximo Domingo, irá perfazer 31 anos que tive o privilégio de assistir em Lisboa há maior manifestação política de que haverá memória em Portugal.
O dia primeiro de Maio de 1974 marcou para sempre, o regozijo com que a efeméride foi abraçada pelos Portugueses.
Lembro dessa data, que em Lisboa poucos trabalhadores deixaram de fazer feriado, recordo inclusive a dificuldade em se encontrar estabelecimento aberto, onde se pudesse comprar uma garrafa de água.
Comemorava-se dia internacional do trabalhador, a primeira manifestação livre em Portugal.
Logo ali, as opções politicas marcaram a diferença, não se estragando a festa mais pelo clima de euforia generalizado, do que por opção dos Políticos.
Seria sensato que os organismos representativos dos trabalhadores, a maior parte ainda de cariz corporativo, tivessem enveredado por uma politica sindical livre de pressões partidárias. Assim não sucedeu, o que acabaria por conduzir ao seu esvaziamento e ao afastamento progressivo dos trabalhadores associados.
A força sindical é pouco perceptível, as lutas dos trabalhadores são contornadas por interesses partidários de ocasião.
Não surpreende assim, a existência de um depravado “regulamento do trabalho”, que permite entre outras coisas, a manutenção da “escravidão democrática” em vários sectores de trabalho.
Estou a recordar-me, dos assalariados das grandes superfícies comerciais, de largos sectores da restauração e da construção civil entre muitos outros.
Não é previsível que o próximo 1º de Maio, seja uma grande jornada de luta sindical e muito menos que tenha a participação consciente e lutadora dos trabalhadores.
O que me arrepia…