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Pablo Picasso, Mother and child |
Crianças. Dizemos que são o melhor do mundo. Amamos ainda antes de nascerem. Acolhemos nos braços. Criamos. Cuidamos. Preocupamo-nos. Orgulhamo-nos. Sempre. Um filho é para toda a vida. Um contrato que não se quebra. Um amor que não acaba.
As nossas crianças.
E as que não têm direito a nada disto? As que não são desejadas, não são amadas, não são cuidadas, sobrevivem de qualquer forma. As que não têm quem se orgulhe, quem se preocupe. As que são maltratadas, abusadas, marcadas para toda a vida. As que morrem. As que são mortas. Também são o melhor do mundo? Alguém lhes dá esse olhar de carinho? Alguém realmente se interroga?
Afinal, que espécie é a humana que maltrata as suas crias por raiva, maldade, degradação? Que as entrega à prostituição, ao abuso, em troca de dinheiro? Que as mata com a requintes de crueldade inimagináveis?
As nossas crias, as nossas crianças, o nosso futuro. O que é necessário preservar, antes de mais nada. O olhar que nos põe um sorriso de esperança no rosto.
Terá que haver atenção, lei, protecção. A possível e muito mais além. Porque maldade existirá sempre no mundo. Mas as crianças, senhor…