SAUDAVELMENTE FALANDO |
José Gonçalves |
OS PARENTES DA “PROVINCIA” |
Queixam-se em Espanha, queixam-se em França, queixam-se em Portugal. Muitas multinacionais, têm vindo a encerrar as suas portas naqueles países e a transferirem as suas actividades para os mais recentes países da CEE. O primeiro alargamento da CEE, no qual entrou Portugal entre outros acabaria por se traduzir em muitos benefícios e investimentos estrangeiros comparticipados quase a 100% pela CEE. O ciclo renova-se, desta feita com sentido inverso, não porque os salários sejam mais altos do que o eram então, apenas porque do outro lado, há acenos de melhores contrapartidas e de salários mais baixos ainda. Seria previsível, que com o alargamento da CEE a países saídos da “estagnação” esta situação era inevitável. O último alargamento da CEE, não podia salvaguardar situações deste tipo, uma vez que os seus objectivos primários visavam exactamente, a criação de novas oportunidades de enriquecimento, para os novos (velhos) senhores da Europa. As movimentações agora, rodopiam em torno de um tratado de constituição para a Europa, que está já aprovado, quer pelos deputados no P.E., quer mesmo pelos vários governos. Verdadeiramente os eleitores nos vários países, não têm tido grandes oportunidades de manifestarem a sua efectiva posição, quer pela chantagem que tem sido exercida tendente à obtenção do sim, quer pela manutenção de um estado de ignorância das populações sobre a matéria, que tenderá ao seu afastamento do acto cível. Esta é uma questão muito séria, em que cada um tem a obrigação de intervir, votando sim, ou votando não, de acordo com a sua consciência. Considerando o estado actual de ignorância da maioria da população, relativamente à matéria em apreço, seria de esperar um rotundo não.
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