
Nasce a 7 de Abril de 1893 em S. Tomé.
Em 1913 faz a sua primeira exposição individual apresentando 90 desenhos e conhece Fernando Pessoa.
Em 15 de Outubro de 1915 escreve o “Manifesto Anti-Dantas”, que causou grande impacto nos meios artísticos.
Assim, Almada Negreiros pinta, escreve e ainda colabora em bailados. Casa em 1934 com a pintora Sarah Afonso.
No final dos anos 50 a sua actividade incide na decoração de obras de arquitectura.
Em 15 de Junho de 1970 morre no Hospital de São luís dos Franceses, no mesmo quarto onde tinha morrido Fernando Pessoa.
Aqui vos deixo um poema dele: |
Ergo-me pederasta apupado de imbecis,
divinizo-Me Meretriz, ex-libris do Pecado,
e odeio tudo o que não Me é por Me rirem o Eu!
Satanizo-me Tara na Vara de Moisés!
O castigo das serpentes é-me riso nos dentes,
Inferno a arder o Meu cantar! (...)
Tu, que te dizes Homem! (...)
Vai vivendo a bestialidade na Noite dos meus olhos,
vai inchando a tua ambição-toiro
'té que a barriga te rebente rã. (...)
Hei-de, entretanto, gastar a garganta
a insultar-te, ó besta! (...)
Tu chegas sempre primeiro...
Eu volto sempre amanhã...
Agora vou esperar que morras. (...)
E vós também, nojentos da Polític
que explorais eleitos o patriotismo!
Maquereaux da Pátria que vos pariu ingénuos
e vos amortalha infames!
E vós também, pindéricos jornalistas
que fazeis cócegas e outras coisas
à opinião pública! (...)
Ah! Que eu sinto claramente que nasci
de uma praga de ciúmes.
Eu sou as sete pragas sobre o Nilo
e a alma dos Bórgias a penar!
«A Cena do Ódio», excerto
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